Quando chegar a primavera Irei ao teu encontro, assim Trazendo-te à final fronteira A flor carmen do meu jardim. As manchas que carregamos E curvam a nossa postura Que lavem-se em alívio Num cântaro de água pura. Quando vier a primavera Deixo atrás a escuridão Portando além do orvalho A flor que me traz em mãos. Meu choro em embaraço Repousa em teu tormento Encontra no seu abraço A paz deste aceso alento. Quando vier a primavera Que seja a memória inteira Portando-te, em espera Nossa flor carmen verdadeira.
Conversas intrusas Da solidão da madrugada Eu sou Invencível Eu sou Invencível Eu sou Invisível Eu sou Invencível Reflexos arredondados Nas Prisões de Vidro Eu sou Invencível Eu sou invisível Eu sou Invencível Eu sou invisível Batiza as mãos e garganta O Elixir do Mal Cotidiano Eu sou Invencível Eu sou invisível Eu sou invisível Eu sou invisível imagens no espelho Sacudidas pelo Terremoto interior eu sou invisível! eu sou invisível! eu sou invisível! Alô! É a droga da porcaria do seu vizinho! Fala baixo! Para de falar sozinho! conversas intrusas com o meu deus