O silvo sorrateiro e silente Sacia o tufo alvo granuloso Ela chega, tímida, insegura Marulha o rumor curvo, sinuoso Vem pra me chamar, mas eu já estou aqui. Marulha para frente Marulha para trás Marulha em uma valsa Que antes que eu perceba Dissolve-se em mim em sal e paz. O pouso delicado Invade-me aos poucos Ou sou eu que o invado Já não sei mais dizer quem foi tocado. O beijo mar suave da manhã Acalma a onda tão revolta enfim E o branco mundo vasto que respira Aprende a respirar sem mim. Cai, uma a uma, a casca que nos veste E leva para longe, ao limbo da memória Esquece quem nós somos Esquece, até mesmo nossa história. Só sobra assim Esse mar suave Silente e sutil Que silvo e sorrateiro Sobe nos meus pés E sorve o beijo derradeiro.
Estou em dúvidas entre Uísque e Conhaque sobre qual é a minha bebida favorita. Na época da faculdade todos os amigos tinham sua bebida favorita. O Márcio dizia "Licôr de Kiwi é o canal. Essa bebida é muito boa!", mas eu só não vomitei por educação. A Ana Paula odiava cerveja "porque dá barriga", e a Heloísa provocava dizendo que o que dá barriga é sair com todo mundo da turma. Ana Paula era uma cínica, e dizia que não entendia nunca esse comentário, mas entendia que cerveja não era com ela. Uísque tem uma variação de teor alcóolico que vai de 35% a 45%, isso sem contar o glamour pelo preço da garrafa. Quanto mais você está na camada da pobreza, mais facilmente você se enobrece e se enche de inimigos. Conhaque é a bebida de quem já chegou no fim da linha, mas há uma graça um tanto universitária na escolha da cachaça artesanal. Tivemos um amigo chamado Amendóim que morreu com menos de 30 anos por causa de bebida. Ele começou com a cerveja e terminou com a cachaça, mas...