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Édipo

Eu te amo?
Eu te odeio?

Eu sinto que posso estar refém
Desta treva absoluta?
Má vontade de ser
Ou falha de conduta?

Conhece-te a ti mesmo
Quando não conhece
O que o faz continuar
Este filho pródigo
Que à casa tenta retornar
Não sente vontade de perdão
Nem arrependimento.
De pausa em pausa
Tudo o que cresce
É só rompimento.

A pele nem mais é pele
É armadura.
Mas não sou guerreiro
Sou mais um troglodita
Perdido nessa selva de amargura.

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