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Grinalda

Sinto falta d'amar te amiga
E o doce toque alvéolo dado
O toque simples e concentrado
De peito leve entregado.

Não foi com espada que fizestes o mundo,
Foi só com terra, semente e água.
A mão calejada da costureira
Com canções de ninar embalava.

Por muito tempo adormeci
Caí no sono mais delicado
Vivi o sonho mais comportado
Sumi deste mundo sem me perder.

Ornaram-te a fronte de grinaldas
Com rosa e branca e alecrim
No centro dela um diamante
Que brilho forte ao teu sorriso.

E cada pétala da grinalda
Caía-te como um conta gotas
E eu tão pueril preparando a próxima
Desprevenida não dei por mim

Caiu a última com tanta dor
O diamante não mais brilhou
Tua mão gentil descalejou
O teu sorriso desfez-se e mim.

E agora vejo, e como vejo
Amar-te amiga doeu em mim
A morte amiga que eu desejo
Desfez-se assim, desfez-se assim.

Doeu amar-te, minha rainha
Princesa sóbria é o que restou
E com amargas salivas minhas
Tão sozinha é como estou.

E agora aqui eu quebro a rima
Pois minha vida não tem mais rima
Sou verso solto sem poema
O poema falhou, a grinalda murchou.

O toque simples aveludado
Em vento frio se rebelou
Vento frio, noite sozinha
Nem a grinalda mais me restou.

Soluço oco, peito oco.
Bate um coração que não quer mais
E tão sozinha é como estou...

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"Mãezinha, se existe céu, então guarda um lugarzinho pra mim, porque eu sei que é pra lá que você iria."

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