Pular para o conteúdo principal

Filhos da Pátria Sacrificada

 Debaixo daqueles castelos tomando meu café

O céu estava lindo de um azul da nossa pátria

De um azul do nosso mundo ao redor do nosso pé,

Debaixo daqueles castelos, tomando meu café.


Tomando o café que alguém fez,

As caixas dizem que além dos mares existe um horizonte.

Com as bestas desconhecidas mas nossos homens valorosos são!


Ao pé daqueles castelos tomando meu café. 

Existe além dos muros do horizonte, o mundo que não conheço

Só me resta crer nos escritos rodapés

Ao pé daqueles castelos tomando meu café. 


Queimaram as nossas perguntas

Dez séculos atrás dos muros da vergonha. 

Calaram todas as nossas respostas

Eu sou seu Único e verdadeiro Amigo

Dois pássaros pousaram na sacada

Mas fizeram um grande estrago comigo. 


Em nome de Deus, derrubem os castelos

Pois não agüento mais plantar café

Pra quem não me dá pé.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

One For the Road

Estou em dúvidas entre Uísque e Conhaque sobre qual é a minha bebida favorita. Na época da faculdade todos os amigos tinham sua bebida favorita. O Márcio dizia "Licôr de Kiwi é o canal. Essa bebida é muito boa!", mas eu só não vomitei por educação. A Ana Paula odiava cerveja "porque dá barriga", e a Heloísa provocava dizendo que o que dá barriga é sair com todo mundo da turma. Ana Paula era uma cínica, e dizia que não entendia nunca esse comentário, mas entendia que cerveja não era com ela. Uísque tem uma variação de teor alcóolico que vai de 35% a 45%, isso sem contar o glamour pelo preço da garrafa. Quanto mais você está na camada da pobreza, mais facilmente você se enobrece e se enche de inimigos. Conhaque é a bebida de quem já chegou no fim da linha, mas há uma graça um tanto universitária na escolha da cachaça artesanal. Tivemos um amigo chamado Amendóim que morreu com menos de 30 anos por causa de bebida. Ele começou com a cerveja e terminou com a cachaça, mas...

A Casa que nos Resta

Há um lugar Que quero sempre visitar. Que clama por mim Ou quem o clama sou eu? Um pedaço de chão Recôndito, recluso, difícil de encontrar. Esse lugar, simples lugar. Um pedaço de terra Um arbusto aqui, outro ali Salpicada como tempero E as flores que você plantou Para você colher. Esse lugar que se confunde Com o conforto cálido do ar E a maciez lívida do toque E o aroma doce do hálito Um lugar que afaga a inquietude Que transforma o solo que míngua Em um caudaloso açude. Há, que pareça sonho, um lugar assim Onde as vozes soam Como o primeiro pranto da aurora E as teias de luz que se desenham Para embalar o renascer. E lá chegando, deitaremos na grama Não sentiremos vergonha Nem da lágrima Nem da mágoa Nem da vontade de sorrir. Largaremos para trás O fardo venenoso da memória E faremos do presente momento Uma nova história. Lá, no lugar embrionário Teremos a plena certeza De que repousamos no olhar A nossa sincera natureza. Há algo assim, de Belo De extraordinário Há, no infinito dos ...

Saudade de Mim

Não me deixe sumir Nas águas sombrias Das memórias angustiadas Estou aqui Com meu corpo e minha alma Seu corpo e sua alma E seu coração em deságua. No abismo traiçoeiro e soturno Não me deixe sumir No labirinto do exílio noturno. Me ame Enquanto ainda não enlouqueci Por enquanto lembro Terei também recordação Na minha tenra infância Do primeiro toque de amor na minha mão Me ame Para que eu eu volte para casa Para que não me esqueça de mim Não me deixe sumir assim.