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Madre Pérola (2)

 Tão pura e sólida era a Madre Pérola

Que em dia de outono debaixo d'uma árvore

Até mim ela rolou com sua castidade.


Ó pérola dourada, tu és o meu estigma.

Quão forte é a dor que ainda sinto

E quanto mais ainda sentirei?


A pérola rosada que o túmulo embeleza

Deitar ali seria meu único conforto

De ter em mim tão próxima tua alma

De resumir minha dor em simples calma

Angústia é o que jaz vivo no homem morto.


Ó Pérola dourada, tu és o meu estigma

Minha alma ali está e ainda sinto

E enquanto ali estiver não sentirei.

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